Magistério no Brasil e Profissionalização Docente nos
séculos XVIII e XIX1
http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/10098/10098_4.PDFEm seu estudo sobre as profissões imperiais, a Medicina, o Direito e a Engenharia, Coelho (1999) menciona que o termo “profissões liberais” – no qual se encaixam as três profissões citadas e igualmente o magistério –, já era usado na linguagem coloquial do século XIX. Entretanto, estas profissões raramente eram vistas no Brasil como profissões “cultas” 2. Mesmo assim, eram “as escolhas mais apropriadas aos indivíduos livres e espíritos independentes” (p.23).
Ao contrário das profissões estudadas por Coelho (1999), que encontraram outra forma de reconhecimento por meio do prestígio social que adquiriram ao longo do Império, a profissão de professor, continuou com pouca consideração, embora nos textos legais ela sempre figurasse como esteio do ensino e como responsável pelo sucesso da escola no país.
...
No caso dos professores no Brasil dos séculos XVIII e XIX, o “preparo” e o “prestígio pelo caráter social” nem sempre (ou raramente) eram observados.
...
Em busca da profissionalização e da não-proletarização, os docentes em vários momentos se ergueram em busca de melhores condições de trabalho e de reconhecimento da importância da categoria. Durante o século XIX alguns acontecimentos reforçaram a importância dos professores como grupo profissional enquanto que outros contribuíram para reforçar sua desvalorização.
...

https://scontent-a-atl.xx.fbcdn.net/hphotos-xpf1/v/t1.09/10177285_758573147547084_8426985267766435424_n.jpg?oh=7ac79170a4037499fe33efca9572d009&oe=54D1F86B
Nenhum comentário:
Postar um comentário