domingo, 15 de novembro de 2015

Processos de Avaliação - semana 5

Videoaula 9: Avaliação externa e em larga escala no Brasil


A avaliação externa em larga escala, ocorre quando é conduzida por um agente externo ao objetivo avaliado e, obviamente, refere´se ao esforço no sentido de avaliar grande número de estudantes. Permite um acompanhamento periódico, é um instrumento aliado à gestão de educação.
No Brasil esse tipo de avaliação tem foco no desempenho dos alunos em provas padronizadas, apareceu em 1990. Desde que foram criadas, essas avaliações tornaram-se importante fonte de informações sobre o conhecimento dos alunos e subsídio para as políticas públicas nas redes de ensino, mas não há unanimidade sobre a qualidade dos dados.
Avaliações realizadas na esfera federal:
  • SAEB - Sistema Nacional de Educação Básica
    • criado em 1988
    • institucionalizado em 1994
    • modificado em 2005, quando foi transformado em ANEB e ANRESC
      • ANEB - Avaliação Nacional da Educação Básica
        • periodicidade bianual
        • 5º, 9º anos do ensino fundamental e 3º do ensino médio
        • é feito por amostragem
        • avalia o conhecimento em leitura e matemática
        • ocorre nas redes pública e privada
      • ANRESC - PROVA BRASIL
        • Avaliação Nacional do Rendimento Escolar
        • bianual
        • censitária
        • 5º e 9º
        • leitura e matemática
        • rede pública
      • em 2013 foi criado a ANA
        • Avaliação Nacional da Alfabetização
        • anual
        • censitária
        • 3º ano do ensino fundamental
Ainda na esfera federal, foi criado o indicador IDEB
  • Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
  • criado em 2007
  • combina informações de fluxo e desempenho do aluno
  • baseado na ANRESC/PROVA BRASIL
  • estabelece as metas para a rede pública até 2021
Nas esferas estaduais e municipais, há estados que não fazem nenhuma espécie de avaliação, há os que fazem semelhante ao IDEB e há os que fazem com outras disciplinas. Nas municipais percebe-se uma tendência no sentido de criar as políticas públicas baseadas nos resultados das provas federais e até mesmo buscar realizar suas próprias avaliações.
As tensões e contradições existem e as principais críticas são as seguintes:
  • as avaliações são redutoras/indutoras de um único currículo limitando o conteúdo
  • padrão universal descolado dos padrões locais
  • resultados que estimula a competição e comparações indesejáveis
  • confusão entre as avaliações internas e externas prejudicando o aluno
  • despreparo das escolas para atribuir as responsabilidades pelos desempenhos obtidos (bons ou maus)
  • pouca clareza sobre o que está sendo avaliado
  • limitações do próprio IDEB para ser referencia da qualidade do ensino.
Finalizando, foram apresentadas também as possibilidades dessas avaliações em larga escala que obviamente podem favorecer o trabalho do professor, do gestor e o planejamento curricular.

Videoaula 10: Conceitos básicos de indicadores educacionais


O Indicador Social é uma informação, composta de outros dados, utilizado para estabelecimento de políticas públicas. Importante lembrar que ele carrega em si a referência do que é desejável/almejável. Para se conhecer um indicador é importante saber os conceitos que ele contém e as variáveis que o compõem.
Difere de estatísticas públicas, pois estas são apenas a informação coletada e o indicador é resultado de análise, medidas de referencias, objetivos desejados, parâmetros, etc.
Podem ser classificados como:
  • objetivos - são empíricos, mensuráveis
    • ex: IDH  e  PIB
  • subjetivos - retratam percepções
    • ex: índice de confiança
  • insumos - referem-se a recursos disponíveis
    • ex: informações como nº de professores graduados
  • processos - retratam processos
    • ex: métodos de alfabetização
  • produtos - resultados obtidos pela ação ou política pública
    • ex: IDEB
  • sintético - quando é composto de várias fontes de informações estatísticas
    • ex: IDEB
Servem para identificar um problema, uma demanda, formulação e aprimoramento de políticas públicas, subsidio a tomada de decisão, elaboração de diagnóstico, acompanhamento e avaliação de ações.

Reflexão:  

Sobre o pedido da professora que opinássemos sobre as avaliações externas, eu diria que acho muito interessantes.
Penso que o interprete dos dados pode ‘olhar o lado vazio do copo’ e achar que nivela ou reduz o conhecimento exigido. Os pessimistas vão dizer que não precisam ensinar nada além do que o IDEB considera médio. Mas quem ‘olhar o lado cheio do copo’ pode sentir-se motivado a melhorar a qualidade do ensino e procurar aparecer em melhores posições no ranking.
Outra coisa interessante, é que essas avaliações estão mudando a relação entre a escola e aluno. A rivalidade entre esses pode ser revelada nessas avaliações, há relatos de alunos que voluntariamente deixam de responder às questões para prejudicar a escola. É bastante desafiante para o gestor escolar desenvolver uma relação que motive o estudante a esforçar-se para obter um resultado que só vai favorecer a escola.


Nenhum comentário:

Postar um comentário