Videoaula 7: Práticas de avaliação: critérios
Esta foi a última aula sobre praticas avaliativas e a discussão de hoje foi sobre critérios de avaliação. A pergunta que devemos responder: quais são as bases que utilizo para julgar o desempenho dos alunos? O que pesa na avaliação?
Duas definições de critérios -
- É o princípio utilizado para julgar, apreciar, comparar.
- É a característica ou propriedade de um objeto que permite atribuir-lhe um juízo de valor.
Tipos de avaliação segundo seus critérios:
- Avaliação Normativa -
- O desempenho individual é comparado com a média dos demais ( o professor escolhe alguns trabalhos como parâmetros para basear o julgamento dos demais).
- Tem como propósito obter uma classificação comparativa entre os alunos.
- A classificação incentiva a comparação e a exposição do aluno “abaixo da média”.
- Avaliação Criteriada -
- O desempenho é analisado em relação ao objetivo de aprendizagem.
- Tem como propósito avaliar as aprendizagens individuais de cada um.
- Compara o aluno consigo próprio.
Importância do compartilhamento dos critérios -
- Os alunos devem saber claramente o que (quais atividades) deve ser feito para obter as notas que deseja.
- Quanto à avaliação do exito, a professora admite que, embora seja ideal que os critérios dessa avaliação sejam compartilhados antecipadamente, nem sempre é possível (até por falta de maturidade dos alunos) mas deve entrar no debate do projeto pedagógico da escola.
Comunicação dos resultados -
- O resultado da avaliação (a nota) deve fazer sentido para o aluno, tem que ser possível compreender porque essa nota foi dada - o que foi adequado e o que foi inadequado.
- A avaliação formativa envolve necessariamente a comunicação dos resultados.
Desafio: elaborar uma grade de critérios avaliativos e explicar quais seriam os critérios e como seria a devolutiva.
Videoaula 8: Avaliação e qualidade da educação
O conceito de qualidade da educação admite diferentes significados podendo ser considerado por diversos pontos de vista - pode ser qualidade em relação ao processo, por ser em relação aos resultados ou até relacionado aos insumos. Existe um consenso de que a qualidade na educação é um conceito histórico e contextualizado.
A professora analisa manchetes de jornais e interpreta a noção de qualidade que é publicada, e também se refere aos senso comum. Igualmente nos mostra a forma como a qualidade no ensino aparece na legislação. Nos ensina que os desafios atuais são no sentido de conseguir monitorar todos o processo para coletar informações que irão subsidiar as políticas públicas que visem a melhoria dessa qualidade.
Historicamente a qualidade vem tendo seu significado da seguinte forma:
- no início a qualidade da educação estava relacionada à quantidade de vagas e as oportunidades de acesso às escolas;
- uma vez alcançada essa meta, a questão passou a relacionar-se à permanência do aluno, à redução da evasão escolar e ao aumento da quantidade de anos de estudo;
- atualmente refere-se ao desempenho dos estudantes.
Sobre a polêmica ‘quantidade x qualidade’ ela nos lembra que numa sociedade democrática não há o que se falar em qualidade antes do acesso a todos.
Define melhoria da educação como sendo a melhora da aprendizagem dos alunos que agora tem acesso às escolas.
Sobre os critérios de qualidade ela analisa a dificuldade de medir os processos e produtos, tanto por dificuldades técnicas quanto políticas, referindo-se ao esforço de recursos necessários.
Finalmente alerta para o entendimento de qualidade que está sendo construído pelo IDEB, que não considera critérios como a formação dos professores, a estrutura física das escolas o currículo escolar , etc.
Reflexão:
Acho muito produtivo o que popularmente se diz: ‘o que é combinado não é caro’. Acredito que regras bem definidas contribuem para a melhoria do desempenho do aluno.
Minha experiência como orientadora do Método Kumon permitiu que eu tivesse uma experiencia interessante: esse método de ensino de matemática só permite que o aluno avance na matéria quando ele compreende 100% do conteúdo, ou seja quando ele tira nota 10. O mais curioso é que isso é bem esclarecido entre todos os alunos (inclusive crianças) mas acrescido da informação de que o avanço da matéria depende só disso, do desempenho individual do estudante (não depende de outros alunos, nem de cronograma, currículo, faixa etária...nada). O resultado é mesmo extraordinário, muitas crianças avançam bem mais que sua série escolar. Adoro isso !
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