domingo, 8 de novembro de 2015

Processos de Avaliação - semana 4

Videoaula 7: Práticas de avaliação: critérios


Esta foi a última aula sobre praticas avaliativas e a discussão de hoje foi sobre critérios de avaliação. A pergunta que devemos responder: quais são as bases que utilizo para julgar o desempenho dos alunos? O que pesa na avaliação?

Duas definições de critérios -
  • É o princípio utilizado para julgar, apreciar, comparar.
  • É a característica ou propriedade de um objeto que permite atribuir-lhe um juízo de valor.

Tipos de avaliação segundo seus critérios:
  • Avaliação Normativa -
    • O desempenho individual é comparado com a média dos demais ( o professor escolhe alguns trabalhos como parâmetros para basear o julgamento dos demais).
    • Tem como propósito obter uma classificação comparativa entre os alunos.
    • A classificação incentiva a comparação e a exposição do aluno “abaixo da média”.

  • Avaliação Criteriada -
    • O desempenho é analisado em relação ao objetivo de aprendizagem.
    • Tem como propósito avaliar as aprendizagens individuais de cada um.
    • Compara o aluno consigo próprio.

Importância do compartilhamento dos critérios -
  • Os alunos devem saber claramente o que (quais atividades) deve ser feito para obter as notas que deseja.
  • Quanto à avaliação do exito, a professora admite que, embora seja ideal que os critérios dessa avaliação sejam compartilhados antecipadamente, nem sempre é possível (até por falta de maturidade dos alunos) mas deve entrar no debate do projeto pedagógico da escola.

Comunicação dos resultados -
  • O resultado da avaliação (a nota) deve fazer sentido para o aluno, tem que ser possível compreender porque essa nota foi dada - o que foi adequado e o que foi inadequado.
  • A avaliação formativa envolve necessariamente a comunicação dos resultados.
Desafio: elaborar uma grade de critérios avaliativos e explicar quais seriam os critérios e como seria a devolutiva.

Videoaula 8: Avaliação e qualidade da educação


O conceito de qualidade da educação admite diferentes significados podendo ser considerado por diversos pontos de vista - pode ser qualidade em relação ao processo, por ser em relação aos resultados ou até relacionado aos insumos. Existe um consenso de que a qualidade na educação é um conceito histórico e contextualizado.
A professora analisa manchetes de jornais e interpreta a noção de qualidade que é publicada, e também se refere aos senso comum. Igualmente nos mostra a forma como a qualidade no ensino aparece na legislação. Nos ensina que os desafios atuais são no sentido de conseguir monitorar todos o processo para coletar informações que irão subsidiar as políticas públicas que visem a melhoria dessa qualidade.
Historicamente a qualidade vem tendo seu significado da seguinte forma:
  • no início a qualidade da educação estava relacionada à quantidade de vagas e as oportunidades de acesso às escolas;
  • uma vez alcançada essa meta, a questão passou a relacionar-se à permanência do aluno, à redução da evasão escolar e ao aumento da quantidade de anos de estudo;
  • atualmente refere-se ao desempenho dos estudantes.
Sobre a polêmica ‘quantidade x qualidade’ ela nos lembra que numa sociedade democrática não há o que se falar em qualidade antes do acesso a todos.
Define melhoria da educação como sendo a melhora da aprendizagem dos alunos que agora tem acesso às escolas.
Sobre os critérios de qualidade ela analisa a dificuldade de medir os processos e produtos, tanto por dificuldades técnicas quanto políticas, referindo-se ao esforço de recursos necessários.
Finalmente alerta para o entendimento de qualidade que está sendo construído pelo IDEB, que não considera critérios como a formação dos professores, a estrutura física das escolas o currículo escolar , etc.

Reflexão:
Acho muito produtivo o que popularmente se diz: ‘o que é combinado não é caro’. Acredito que regras bem definidas contribuem para a melhoria do desempenho do aluno.

Minha experiência como orientadora do Método Kumon permitiu que eu tivesse uma experiencia interessante: esse método de ensino de matemática só permite que o aluno avance na matéria quando ele compreende 100% do conteúdo, ou seja quando ele tira nota 10. O mais curioso é que isso é bem esclarecido entre todos os alunos (inclusive crianças) mas acrescido da informação de que o avanço da matéria depende só disso, do desempenho individual do estudante (não depende de outros alunos, nem de cronograma, currículo, faixa etária...nada). O resultado é mesmo extraordinário, muitas crianças avançam bem mais que sua série escolar. Adoro isso !

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