domingo, 19 de outubro de 2014

Sociedade, Tecnologia e Inovação - aulas 5 e 6 - Tecnologia e inovação e O futuro da aprendizagem

Sociedade, Tecnologia e Inovação 
Atividade de Portfólio / aulas 5 e 6

Assista ao vídeo base 1 - How schools kill creativity - TED*
Depois que assistir ao vídeo responda:

Por que os alunos perdem a capacidade criativa nas escolas, e como podemos mudar essa tendência?

Reflita sobre suas próprias experiências, faça entrevistas com os membros de sua comunidade (professores, outros profissionais, etc), e faça uma pesquisa na Internet. Escreva uma reflexão (500 palavras) que deve compor o Porfólio da disciplina.


Por que os alunos perdem a capacidade criativas nas escolas ? ora, é porque o papel das escolas é esse mesmo.
Nesse mesmo curso, na disciplina de História da Educação, nas aulas 4 e 5, eu aprendi que uma das funções da escola é criar uma mão de obra homogênea para trabalhar na indústria. E que foi por isso que ela tornou-se obrigatória e universal.   Segundo a professora, o surgimento da industrialização e o crescimento das cidades exigiam uma população de trabalhadores e cidadãos ‘homogêneos’ que pudessem ser tratados de forma massificada e que essa padronização traria o ‘bem estar’ social. Pessoas inquietas e criativas são mais difíceis de tratar nessas circunstancias.
Eu imagino que os educadores dos séculos 18 e 19 tinham que nivelar ao mesmo padrão os filhos dos índios (com tradição de vida em liberdade), os filhos dos negros (com tradição de exilio forçado e escravidão), os filhos dos brancos (de família estabelecida no Brasil a muito tempo) e os filhos dos imigrantes (famílias de fugiram de guerras e perseguições religiosas). Devia ser uma árdua tarefa. Certamente uma classe com alunos tão diversificados seria muito interessante para quem pretendesse estimular a criatividade, mas não era o interesse vigente na época.
Tive em meus primeiros anos de escola contato com professores e metodologia que despertaram em mim grande curiosidade e incentivaram minha pró-atividade e criatividade. Nos anos que se seguiram (temos que considerar que eram anos 70 em plena ditadura militar) eu era frequentemente punida por fazer questionamentos e propor formas diferentes de realizar as tarefas e de se relacionar com a escola.
Fui bancária por 10 anos... Taí uma profissão que não incentiva a criatividade, pelo contrário, qualquer tentativa de inovação é tratada como procedimento ‘não previsto nas normas de segurança da empresa’. Nos últimos anos vi muitos bancários de sucesso se aposentar no auge da carreira com a ilusão de que repetiriam o sucesso em sua nova atividade de empresário, e se decepcionarem completamente. A explicação que tenho para esses fracassos fora do ambiente corporativo bancário (que é extremamente normatizado) é que, para obter sucesso, o empreendedor necessita estar sempre criando alternativas de solução para problemas que vão se renovando. E esses profissionais passaram seus últimos 25/30 anos de trabalho aprendendo a cumprir normas sem questionar nem inventar.
Como mudar essa tendência? Logicamente que não existe uma resposta certa, mas a solução virá da mescla de diversas propostas cada uma delas apropriada para ambientes específicos. A alternativa que servirá para o estudante brasileiro certamente será diferente da alternativa que servirá para o estudante europeu ou africano.
Ao propor a nova concepção da Ecologia Humana eu imagino que essa reforma tem que iniciar banindo a influencia da TV no ambiente familiar. Hoje as pessoas quando estão em casa mantém a TV ligada e ficam recebendo aquela informação passivamente e deixam de conversar, debater, ler livros, etc. Não há criatividade que resista a isso. E a TV no quarto então! Dormir com a TV ligada é se entregar à dominação de mídia até em sonho.
Outra forma de mudar essa tendência seria a convivência em um ambiente menos normatizado, que permitisse a ocorrência que situações problema diversos e a busca sempre inovadora pela solução dos mesmos.
Até mesmo ampliar a possibilidade do estudante não frequentar as escolas tradicionais e buscar novas formas de educação e desenvolvimento cultural e social personalizados.
Sobre a perda da capacidade criativa na escola nós sabemos porque ocorre, mas como mudar essa tendência é um desafio da nossa geração.

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