quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Cultura Brasileira - video aula 8 - As artes plásticas no Brasil



Entrevista com Rodrigo Naves


Dora Tognolli*; Francisca Vieitas Vergueiro**
Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo


Rodrigo Naves, nascido em 1955, é crítico, historiador da arte e professor, com doutoramento em estética pelo Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo. Publicou ensaios e artigos em diversas revistas, jornais e catálogos brasileiros e do exterior, analisando obras de artistas modernos e contemporâneos. Foi editor do suplemento Folhetim da Folha de S. Paulo, da revista Novos Estudos do Cebrap, dirigiu a coleção Espaços da Arte Brasileira (Cosac & Naify) e participou das publicações A Parte do Fogo e Beijo. Há mais de 20 anos realiza um curso livre de história da arte. Tem editados os seguintes livros: El Greco - um Mundo Turvo (Brasiliense, 1985),Amilcar de Castro (Tangente, 1991), A Forma Difícil - Ensaios sobre Arte Brasileira (Companhia das Letras, 2011, 3a ed.), Nelson Felix (Cosac & Naify, 1998), Goeldi (Cosac & Naify, 1999), Cassio Michalany (Cosac & Naify, 2001) e O Vento e o Moinho - ensaios sobre arte moderna e contemporânea (Companhia das Letras, 2007). Prefaciou ainda a edição brasileira de Arte Moderna, de Giulio Carlo Argan (Companhia das Letras, 1992), e de Arte e Cultura, de Clement Greenberg (Ática, 1996). Em 1998, publicou o livro de ficção O Filantropo (Companhia das Letras), traduzido em 2009 na Argentina.

Trajetória
Rodrigo Naves – Sou quase totalmente autodidata. Fiz jornalismo na USP, trabalhei como jornalista e editei coisas muito diversas por um bom tempo. Desde a época da faculdade eu tinha interesse em artes visuais. Eu sou do interior e antes de vir para cá não mexia com nada disso. Comecei a escrever sobre arte em 1977, quando estava saindo da faculdade. Em 1985, comecei a dar aulas de História da Arte. No início era uma atividade muito caseira, com uns poucos alunos. Aí a procura aumentou, eu fui fazendo mais aulas, tentando melhorá-las, e num certo momento criei coragem, pedi demissão do meu emprego, pois percebi que dava para viver das aulas. Nesse meio tempo escrevi bastante, sobretudo crítica de arte. Posteriormente, por volta da segunda metade da década de 1990, um pouco em função da pressão de amigos, acabei fazendo doutoramento na Filosofia da USP, que resultou no livro A forma difícil. Então a minha formação se deu muito por mim mesmo, embora a conversa com pessoas do meio da arte – e tive a sorte de encontrar um meio muito rico – e de outras áreas também tenha sido de grande importância para mim. Infelizmente nunca tive um professor propriamente, e isso é duro porque às vezes para ir daqui até a esquina é preciso dar uma volta por toda a cidade. Quando você não tem uma orientação, você lê muita bobagem, você bate muito a cabeça. Na década de 1980, morei um tempo na Alemanha, onde frequentei diversos cursos, o que foi muito útil para mim, sobretudo o acompanhamento de conferências de um professor chamado Robert Kudielka, de quem depois publicamos muitos textos no Brasil, além de participar de vários colóquios.
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31062012000100004

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