domingo, 5 de outubro de 2014

Cultura Brasileira - video aula 5 - Carnavalizar a Cultura

Acho sempre interessantíssimas as aulas do Professor Luiz Costa Pereira Junior, são instigantes, meio complicadas, me obrigam à retornar o vídeo para ouvir novamente alguns trechos. Os conceitos que não conhecia anoto para pesquisar na net. Ele faz abordagens que, para mim, são novidades.

Em que consistiam as Saturnais







Ilustração representativa das saturnais.

A personagem principal é um escravo que parece dispor-se a iniciar um jogo de dados (com o amo).

Tenha-se presente a inversão dos papéis sociais nestes dias: ricos e pobres trocavam os seus papéis.


As Saturnais emulavam essa idade dourada e, durante esse período, suspendiam-se temporariamente as actividades comerciais, fechavam-se escolas, o Senado ou os tribunais, permitia-se todo o tipo de jogos de azar e apostas e era habitual oferecer-se saquinhos de nozes, velas ou pequenos bonecos de argila. O povo esperava-as ansiosamente.  
http://doc.jurispro.net/articles.php?lng=pt&pg=28762

A “Marcha para Jesus” como rito de inversão


Uma análise da “Marcha para Jesus” 
O antropólogo Roberto DaMatta, na obra Carnavais, malandros e heróis: para uma sociologia do dilema brasileiro, buscou compreender a sociedade brasileira como um triângulo ritual. Num dos vértices haveria os ritos de reforço, exemplificados com o desfile cívico do Sete de Setembro, em que se acentuam as hierarquias militares, separam as autoridades tanto civis quanto militares da àqueles que pulavam o carnaval, assumirem outras identidades sociais durante esse período, marcando a igualdade. O terceiro vértice seria representado pelo rito de neutralização, como é mostrado pelas procissões religiosas (católicas), que buscavam uma ligação com o mundo espiritual, reunindo os santos e os pecadores. A parada militar, a procissão e o carnaval representariam, portanto, o triângulo ritual. 
Como afirma Roberto DaMatta: Os discursos do Dia da Pátria e do carnaval estão, pois, relacionados entre si por meio de uma lógica aparentemente simples. No Dia da Pátria, há um reforço da hierarquia, que é relacionado de modo aberto e manifesto no início e no clímax do acontecimento, somente desaparecendo no seu final, quando os papéis sociais são novamente reassumidos. No carnaval, porém, a festa enfatiza uma dissolução do sistema de papéis e posições sociais, já que esse inverte no seu decorrer, havendo, contudo uma retomada desses papéis e sistemas de posições no final do rito, quando se mergulha novamente no mundo cotidiano.  http://periodicos.est.edu.br/index.php/nepp/article/viewFile/8/16


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