quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sociedade, Tecnologia e Inovação - aulas 11 e 12 - O futuro das cidades


Trabalhem em grupos de 3-5 alunos. Identifiquem um desafio em sua comunidade ou cidade e criem uma lista de ideias para enfrentar este desafio. Criem tantas idéias quanto for possível (no mínimo 20).

Minha cidade tem apenas 8.000 habitantes e poderiamos classificá-la como uma cidade rústica. Tem baixo indice de desenvolvimento, poucas oportunidades de trabalho, população com baixa escolaridade e excelente qualidade de vida.

Nós chegamos à conclusão de que o principal desafio aqui é aumentar a riqueza local sem perder qualidade de vida.
  1. a primeira idéia seria fazer um estudo da vocação do município e o potencial de crescimento;
  2. criar um projeto de desenvolvimento que incentive o crescimento da riqueza municipal preservando a segurança, meio ambiente e qualidade de vida da população;
  3. criar escolas/cursos de capacitação para formar mão de obra qualificada de acordo com a opção escolhida;
  4. criar um programa de incentivos para atração de investidores
  5. identificar e corrigir problemas que impeçam ou desestimulem a execução do projeto de desenvolvimento.
Sem fazer um estudo aprofundado, acreditamos que nosso município tem vocação agropecuária caracterizada por pequenas propriedades familiares. Poderíamos incentivar a criação de uma cooperativa que incentivasse a criação de uma cadeia de produção e distribuição de bens e serviços associados às principais atividades agropecuárias locais.
https://scontent-b-gru.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/t31.0-8/s960x960/10498482_1669518676606024_4309057763590767963_o.jpg

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Sociedade, Tecnologia e Inovação - aula 10 - Sustentabilidade

Atividade 2

Eu proponho um projeto que envolva a reflexão sobre consumo consciente começando com a discussão sobre o uso do dinheiro. Nosso projeto incluiria os seguintes temas para debate e aprendizado:
- de onde vem o dinheiro - envolvendo a idéia de que o dinheiro é uma remuneração do trabalho realizado - estabelecer uma relação entre horas trabalhadas x dinheiro (para atribuir-lhe valor);
- como usar o dinheiro - refletir sobre as necessidades básicas de alimentação, moradia, saúde, transporte e quanto de dinheiro é necessário para suprí-las;
- como consumir produtos que custam mais do que o salário consegue pagar sem prejuízo das necessidade básicas - abordar o conceito de crédito e poupança - taxas de juros (tanto na oneração da dívida quanto na remuneração do capital), etc.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sociedade, Tecnologia e Inovação - aula 9 - O futuro da saúde

ATIVIDADE 1

Ao navegar pela internet buscando exemplos das inovações e rupturas discutidas nas aulas, descobri que a TED - organização internacional que organiza anualmente uma conferencia, na California, onde apresenta palestras para disseminar "Idéias que merecem ser espalhadas" - algumas dessas palestras já foram apresentadas nas nossas vídeo aulas, criou um programa chamado TEDx que incentiva eventos locais que igualmente disseminem boas idéias.
http://www.tedxmaua.com.br/TEDx2012/pt-br/Palestrantes/


O Instituto Mauá de Tecnologia, localizado em São Caetano do Sul/SP, organiza o TEDxMauá. Numa de suas palestras conhecemos o trabalho do Dr. Irineu Massaia, que é membro da Assisti, uma empresa que se propõe a implantar modelos de gestão inovadores promovendo maior eficiente nos sistemas de saúde. http://www.assisti.med.br/

 Ele propõe uma série de prestadores de serviços com dedicação exclusiva para o idoso - não preferencial para idosos, mas sim exclusivamente para idosos. Considera que, de maneira geral, a população de idosos está aumentando e melhorando seu poder aquisitivo. Mas o nível de satisfação do atendimento dedicado a eles é muito baixo. Na sua interpretação, o sistema de saúde especializado e exclusivo no atendimento ao idoso apresentará arquitetura física, linguagem específica, padrão de sinalização, atendimento afetivo e etc, que será mais confortável e amistoso ao usuário dos sistemas de saúde.
  1. A Saúde do Futuro: Irineu Massaia at TEDxMauá - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=IDVvy9IgWPI
    19 de nov de 2012 - Vídeo enviado por TEDx Talks
    Irineu é médico infectologista formado pela Santa Casa de São Paulo. Acumula as funções de professor ...

domingo, 19 de outubro de 2014

Sociedade, Tecnologia e Inovação - aulas 5 e 6 - Tecnologia e inovação e O futuro da aprendizagem

Sociedade, Tecnologia e Inovação 
Atividade de Portfólio / aulas 5 e 6

Assista ao vídeo base 1 - How schools kill creativity - TED*
Depois que assistir ao vídeo responda:

Por que os alunos perdem a capacidade criativa nas escolas, e como podemos mudar essa tendência?

Reflita sobre suas próprias experiências, faça entrevistas com os membros de sua comunidade (professores, outros profissionais, etc), e faça uma pesquisa na Internet. Escreva uma reflexão (500 palavras) que deve compor o Porfólio da disciplina.


Por que os alunos perdem a capacidade criativas nas escolas ? ora, é porque o papel das escolas é esse mesmo.
Nesse mesmo curso, na disciplina de História da Educação, nas aulas 4 e 5, eu aprendi que uma das funções da escola é criar uma mão de obra homogênea para trabalhar na indústria. E que foi por isso que ela tornou-se obrigatória e universal.   Segundo a professora, o surgimento da industrialização e o crescimento das cidades exigiam uma população de trabalhadores e cidadãos ‘homogêneos’ que pudessem ser tratados de forma massificada e que essa padronização traria o ‘bem estar’ social. Pessoas inquietas e criativas são mais difíceis de tratar nessas circunstancias.
Eu imagino que os educadores dos séculos 18 e 19 tinham que nivelar ao mesmo padrão os filhos dos índios (com tradição de vida em liberdade), os filhos dos negros (com tradição de exilio forçado e escravidão), os filhos dos brancos (de família estabelecida no Brasil a muito tempo) e os filhos dos imigrantes (famílias de fugiram de guerras e perseguições religiosas). Devia ser uma árdua tarefa. Certamente uma classe com alunos tão diversificados seria muito interessante para quem pretendesse estimular a criatividade, mas não era o interesse vigente na época.
Tive em meus primeiros anos de escola contato com professores e metodologia que despertaram em mim grande curiosidade e incentivaram minha pró-atividade e criatividade. Nos anos que se seguiram (temos que considerar que eram anos 70 em plena ditadura militar) eu era frequentemente punida por fazer questionamentos e propor formas diferentes de realizar as tarefas e de se relacionar com a escola.
Fui bancária por 10 anos... Taí uma profissão que não incentiva a criatividade, pelo contrário, qualquer tentativa de inovação é tratada como procedimento ‘não previsto nas normas de segurança da empresa’. Nos últimos anos vi muitos bancários de sucesso se aposentar no auge da carreira com a ilusão de que repetiriam o sucesso em sua nova atividade de empresário, e se decepcionarem completamente. A explicação que tenho para esses fracassos fora do ambiente corporativo bancário (que é extremamente normatizado) é que, para obter sucesso, o empreendedor necessita estar sempre criando alternativas de solução para problemas que vão se renovando. E esses profissionais passaram seus últimos 25/30 anos de trabalho aprendendo a cumprir normas sem questionar nem inventar.
Como mudar essa tendência? Logicamente que não existe uma resposta certa, mas a solução virá da mescla de diversas propostas cada uma delas apropriada para ambientes específicos. A alternativa que servirá para o estudante brasileiro certamente será diferente da alternativa que servirá para o estudante europeu ou africano.
Ao propor a nova concepção da Ecologia Humana eu imagino que essa reforma tem que iniciar banindo a influencia da TV no ambiente familiar. Hoje as pessoas quando estão em casa mantém a TV ligada e ficam recebendo aquela informação passivamente e deixam de conversar, debater, ler livros, etc. Não há criatividade que resista a isso. E a TV no quarto então! Dormir com a TV ligada é se entregar à dominação de mídia até em sonho.
Outra forma de mudar essa tendência seria a convivência em um ambiente menos normatizado, que permitisse a ocorrência que situações problema diversos e a busca sempre inovadora pela solução dos mesmos.
Até mesmo ampliar a possibilidade do estudante não frequentar as escolas tradicionais e buscar novas formas de educação e desenvolvimento cultural e social personalizados.
Sobre a perda da capacidade criativa na escola nós sabemos porque ocorre, mas como mudar essa tendência é um desafio da nossa geração.

sábado, 18 de outubro de 2014

Sociedade, tecnologia e inovação - aula 4 - Insights e inovação


Afinal, o que é um insight? 

Publicado em: 11/1/2012
Fonte: 3minovacao.com.br 
Segundo o IIT, Institute of Design de Chicago (EUA), "insight é uma interpretação - conclusão que você tirou - que explique um fato na totalidade ou em parte e/ou porque esse fato acontece. Um bom insight precisa ser um acontecimento novo, diferente ou um fato que ocorra frequentemente."
Segundo Jose, design thinker e estrategista de inovação, uma das grandes confusões atuais é pensar que ter um insight significa encontrar uma solução, quando na verdade significa ter uma intuição sobre qual é o problema central, que se resolvido, será transformado em uma solução que pode gerar uma inovação.
O autor sugere três dicas para se exercitar a capacidade de gerar insights: questionar, ser curioso; crie, tirar conclusões sobre um tema e; compartilhar, estar preparado para compartilhar e ouvir outros pontos-de-vista.
- See more at: http://inove.terraforum.com.br/noticias/Paginas/afinaloqueauminsight.aspx#sthash.35MTxS62.dpuf

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Sociedade, tecnologia e invoação - aula 3 - Design Thinking



A ferramenta de Design Thinking é realmente útil para inovarmos os produtos de uma empresa?

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sociedade, tecnologia e inovação - aula 2 - Inovação e criatividade

Toda essa conversa sobre inovação me remeteu à empresa que tem na minha cidade que se propõe a sem a mais inovadora do mundo. A 3M  vou me inscrever no site da empresa que se propõe a disseminar a cultura da inovação.

Do que é composta uma boa estratégia de inovação?

Enviado por Petra Vetsch Ewald
Do que é composta uma boa estratégia de inovação?
Olá,
Obrigado pela sua pergunta. Uma boa estratégia de inovação responde a 4 perguntas fundamentais:
Porque a empresa deve inovar?
A empresa deve ter clareza daquilo que a mobiliza para inovar. São fatores internos ou externos? A simples pergunta de quais são os drivers de inovação da empresa auxiliam a montar esse racional. Aprendemos que isso gera estabilidade de propósito nos momentos mais difíceis. É fácil abrir mão da inovação ou não dar a atenção necessária quando o entendimento de sua razão é frágil.
O que fazer: Liste e descreva com clareza o racional da inovação na sua empresa.
O que é inovação para a empresa?
Inovação é uma palavra que ganhou enorme flexibilidade. Serve a diferentes contextos e recebe distintas definições. Em termos de negócios é fundamental estabelecer uma definição clara de inovação da sua empresa. Vale conferir a apresentação no site http://pt.slideshare.net/Innoscience_
O que fazer: Escrever e divulgar junto a equipe a definição de inovação da empresa.
Qual o papel da inovação na estratégia?
A inovação cumpre diferentes papéis numa empresa. Pode ser um instrumento de aprofundamento do negócio existente; renovação do negócio ou criação de novos negócios.
A Red Bull, por exemplo, pode inovar desenvolvendo um energético em formato de chá com saches de uso com água quente para reforçar o negócio existente. A montagem de lojas próprias da marca para distribuir os produtos existentes e potenciais novos produtos seria nitidamente uma ação de renovação do negócio atual. Por outro lado, a montagem de campeonatos de esportes radicais pode constituir-se da criação de novos negócios.
O que fazer: Posicionar os focos de atenção da inovação na tabela de 3 horizontes abaixo distribuindo 100% entre as alternativas.
Quais os tipos de Inovação a priorizar?
Não há recursos ilimitados para inovar. A busca de novas ideias de inovação requer direcionamento. A empresa deve estabelecer com clareza onde quer inovar; quais os temas, problemas ou oportunidades a priorizar. A GE selecionou 6 temas para os quais busca inovaçãohttps://www.linkedin.com/today/post/article/20140818120518-206580-the-6-innovation-priorities-of-ge-what-are-yours?trk=object-title . Quais as prioridades da sua empresa?
O que fazer: Definir os temas/desafios estratégicos de inovação para guiar a busca de conhecimento e desenvolvimento de ideias.
Se as empresas com maior alinhamento entre estratégia de inovação e estratégia de negócios são aquelas que tem os melhores resultados de suas iniciativas inovadores é fundamental saber de forma objetiva porque você quer inovar, qual sua definição de inovação, a que ela se destina e onde deverão estar seus investimentos de inovação. 
É a melhor forma de conectar estratégia e inovação.
Até a próxima inovação
Maximiliano Carlomagno

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sociedade, tecnologia e inovação - aula 1 - Criatividade e evolução

Esta primeira aula me instigou a uma pesquisa na internet que levou ao site Inconsciente coletivo. Li uma resenha do livro Evolução Criativa das Espécies,  embora não tenha compreendido toda a profundidade da teoria apresentada, achei bastante interessante. Acho que o próprio curso vai retomar esse assunto futuramente.

http://inconscientecoletivo.net/evolucao-criativa-das-especies/#


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Cultura brasileira - aula 14 - Música brasileira

Prof. Luiz Costa Pereira Júnior - Quero dizer que suas aulas são uma das mais agradáveis que já tive em toda minha vida acadêmica (uns 10 anos). Seus conceitos são inovadores e bastante atuais. é uma pena que esta disciplina esteja encerrando. Espero que as próxima mantenham o mesmo padrão de excelência. O triste de um curso à distância é não poder cumprimentar pessoalmente nossos professores. 

Tropicalismo ou Movimento tropicalista foi um movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock e o concretismo); misturou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960. O movimento manifestou-se principalmente na música (cujos maiores representantes foram Caetano VelosoGilberto GilTorquato NetoOs Mutantes e Tom Zé); manifestações artísticas diversas, como as artes plásticas (destaque para a figura deHélio Oiticica), o cinema (o movimento sofreu influências e influenciou o Cinema novo de Gláuber Rocha) e o teatro brasileiro (sobretudo nas peças anárquicas de José Celso Martinez Corrêa). Um dos maiores exemplos do movimento tropicalista foi uma das canções de Caetano Veloso, denominada exatamente de "Tropicália".1 http://pt.wikipedia.org/wiki/Tropic%C3%A1lia



Música de Intervenção (Português europeu) ou música de protesto (Português brasileiro) é uma categoria que engloba canções de música popular compostas com o intuito de chamar a atenção do ouvinte a um determinado problema da atualidade, seja ele de origem socialpolítica ou econômica.
Era um tipo de música muito comum nos anos 60 e 70 do século XX, durante a ditadura militar brasileira ou nos últimos anos do Estado Novo português.
No Brasil, as músicas de protesto chegaram ao seu auge em 1967, amplamente divulgadas com a massificação que a TV (em franca expansão) permitia. O Festival da Música Popular da TV Record foi o programa de TV mais popular neste estilo, possibilitando o grande público ter acesso à artistas que se transformariam em ícones do gênero música de protesto.1 Após o governo do Mal. Costa e Silva decretar o AI-5 em 13 de dezembro de 1968, a liberdade artística, e a liberdade como um todo na sociedade brasileira, sofreu com a censura rígida. Artistas tiveram que encontrar formas alternativas de passarem suas mensagens ou em alguns casos se viram obrigados a sair do Brasil, fugindo da inevitável perseguição a que seriam vítimas por parte dos militares.2 http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_de_interven%C3%A7%C3%A3o

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cultura Brasileira - aula 13 - Futebol cultura

Nessa aula descobri um personagem de quem nunca tinha ouvido falar: Arthur Friedenreich. Fiquei encantada com sua biografia e sua importância para o futebol e para sua época. Optei por inserir nessa pagina apenas sua foto por questão de espaço. Mas recomendo a leitura da pagina dedicada a ele na Wikipédia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Friedenreich. Me parece que ele foi um verdadeiro líder, quando analisamos, como na aula de hoje, o futebol, não como instituição, mas como representação da cultura brasileira.

Arthur friedenreich.jpg

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Friedenreich

A história do racismo no futebol brasileiro

Por Julio Ribeiro Xavier em 10/04/2012 na edição 689
Em tempo de Copa do Mundo, tendo o Brasil como país-sede em 2014, é sempre bom lembrar a trajetória da nossa “paixão nacional”. E ninguém melhor do que o jornalista e escritor Mario Filho para abordar o assunto. Mario Filho nasceu em Pernambuco, viveu no Rio e trabalhou nos jornais A ManhãA Crítica e O Globo. Depois dirigiu o Jornal dos Sportsaté a sua morte, em 1966. A prática de racismo no futebol não é uma novidade no Brasil. Mario Filho tratou do assunto em 1947. Com O Negro no Futebol Brasileiro, livro publicado em 1947, o jornalista abordou um assunto incômodo para a época: o lento e doloroso ingresso de negros e mulatos no futebol brasileiro. Afinal de contas, até pouco tempo, nossa sociedade pregava aqui e no exterior que a nossa democracia racial era um exemplo para o mundo de convivência harmoniosa entre negros e brancos.
Nos primórdios, no nosso “esporte nacional”, ainda não era comum jogar banana ou xingar um jogador negro de “macaco” nos campos de futebol. Naquela época, futebol era coisa de branco e rico. Introduzido no Brasil pelos ingleses que aqui chegaram, no futebol não se admitia mulato ou negro nos campos, e nas aquibancadas eram raridade. Era o Brasil onde o futebol tinha um sentido aristocrático. Era “coisa de bacana”.
Com a vitória da equipe brasileira no Campeonato Sul-Americano em 1919, a imprensa e alguns escritores, como Coelho Neto, passaram a dar grande destaque ao futebol, que entrou no gosto do povo. Em 1921, o então presidente Epitácio Pessoa “recomendou” que o Brasil não levasse jogadores negros à Argentina, onde se realizaria o Sul-Americano daquele ano. Era preciso, segundo ele, projetar no exterior uma “outra imagem” nossa, composta “pelo melhor de nossa sociedade”.
Cínico e hipócrita
Era a política do Estado brasileiro, em relação àsua população negra, alcançando o futebol. O primeiro herói mulato do futebol brasileiro foi um atacante de cabelos crespos, filho de pai alemão e mãe negra. Friedenreich, do Paulistano (SP), se tornou ídolo em 1919, depois de fazer um gol contra o Uruguai. “O povo descobria, de repente, que o futebol deveria ser de todas as cores, futebol sem classe, tudo misturado, bem brasileiro,” escreveu Mario Filho.
O livro aborda a inovação da equipe de futebol do Clube Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, que era oriundo da Segunda Divisão e que, utilizando um time formado por brancos, negros e mulatos, conquistou o título da Primeira Divisão do campeonato carioca enfrentando equipes formadas apenas por brancos. Mas Mario Filho lembra um comentário de um dirigente vascaíno da época: “Entre um preto e um branco, os dois jogando a mesma coisa, o Vasco fica com o branco. O preto é para a necessidade, para ajudar o Vasco a vencer.”
Mario Filho foi mais além ao lembrar o torneio do Natal entre as equipes de futebol do Rio de Janeiro e São Paulo. No dia 25 de dezembro de 1916, paulistas e cariocas disputaram um jogo de seleções em São Paulo. Como muitos brancos se recusaram a jogar no Natal, os cariocas completaram o time com negros e mulatos. No campo, uma derrota: 9 a 1. Após o jogo, os cariocas afirmaram que a seleção não representava o verdadeiro Rio. “A real possuía família e jamais deixaria seus parentes solitários numa noite de Natal. Só negros e mulatos eram capazes de agir dessa forma.”
Ao escrever um livro dedicado a abordar a trajetória dos negros e mulatos no futebol brasileiro, Mario Filho conhecia bem o campo em que estava pisando. O campo do racismo cínico e hipócrita que persiste até os dias de hoje e que faz muitos estragos não só nos gramados, mas em toda a estrutura da nossa sociedade. [Julio Ribeiro Xavier é historiador, Pelotas, RS] http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed689_a_historia_do_racismo_no_futebol_brasileiro

domingo, 12 de outubro de 2014

Cultura Brasileira - aula 12 - Cultura do cinema brasileiro



Grande Otelopseudônimo de Sebastião Bernardes de Souza Prata (Uberlândia18 de outubro de 1915 — Paris26 de novembro de 1993) foi um atorcomediantecantor e compositor brasileiro. Grande artista de cassinos cariocas e do chamadoteatro de revista, participou de diversos filmes brasileiros de sucesso, entre os quais as famosas comédias nas décadas de 19401950, que estrelou em parceria com o cômico Oscarito, e a versão cinematográfica de Macunaíma, realizada em 19691
Foi em 1932 que entrou para a Companhia Jardel Jércolis, um dos pioneiros do teatro de revista. Foi nessa época que ganhou o apelido de Grande Otelo, como ficou conhecido.
No cinema, participou em 1942 do filme It's All True, de Orson Welles. O intérprete e diretor estadunidense considerava Grande Otelo o maior ator brasileiro. 4
Otelo fez inúmeras parcerias no cinema, sendo a mais conhecida a com Oscarito. Depois os produtores formariam uma nova dupla dele com o cômico paulista Ankito.5 No final dos anos 50, Grande Otelo apareceria em dupla em vários espetáculos musicais e também no cinema com Vera Regina, uma negra alta com semelhanças com a famosa dançarina americana Josephine Baker. Com o fim da dupla com Vera Regina, Otelo passaria por um período de crise até que voltaria ao sucesso no cinema com sua grande atuação do personagens título de Macunaíma (1969), filme baseadao na obra de Mário de Andrade. Participou também do filme de Werner HerzogFitzcarraldo, de 1982, filmado na floresta amazônicahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Otelo

Atores e fotógrafos recriam cenas clássicas de filmes brasileiros

http://www.clickpb.com.br/noticias/esporte/atores-e-fotografos-recriam-cenas-classicas-de-filmes-brasileiros/


http://blogdoblob.zip.net/images/CHINELA.jpg

sábado, 11 de outubro de 2014

Cultura brasileira - aula 11 - Pós-modernidade e o enigma brasileiro



Genealogia da Malandragem
O brasileiro sempre tem um "jeitinho" para tudo. Saiba que relação existe entre a peculiar malandragem do brasileiro e a construção da Ética e da moral na visão de nietzsche
Por João E. Neto

Costuma-se apontar a corrupção como uma das maiores mazelas da sociedade brasileira. Geralmente, quando questionada acerca desse assunto, a opinião pública tem como alvo favorito de críticas a classe política. É curioso, no entanto, que boa parte dessas pessoas que avaliam negativamente seus representantes costuma recorrer, cotidianamente, a pequenos artifícios que burlam o costume ético e, muitas vezes, até a lei. Estamos nos referindo ao nosso jeitinho brasileiro, à malandragem e ao jogode cintura, "categorias" que, já incorporadas à nossa cultura, convivem lado a lado com os valores ético-morais mais tradicionais. A "ética" do jeitinho e da malandragem coexiste, paralelamente, com a ética oficial. O cidadão que cobra dos políticos o cumprimento dos preceitos da ética tradicional é o mesmo que usa o expediente do jeitinho e da malandragem.
TV GLOBO/JOÃO MIGUEL JUNIOR
Ao contrário dos personagens malandros de nossa história, geralmente matutos desprivilegiados, Zeca, deCaminho das Índias (Globo), é um garoto de classe média que, apoiado por seus pais, usa sua malandragem não por sobrevivência, mas para perturbar os outros e com a certeza de impunidade
Claro que a desonestidade não é uma exclusividade nacional. Mas é interessante ressaltar a peculiaridade brasileira na admissão das "categorias" jeitinho malandragem como elementos paradigmáticos à ação "moral". No nosso país, curiosamente, exaltam-se, ao mesmo tempo, dois tipos aparentemente incompatíveis: o honesto e o malandro. Nesse sentido, como bem observou o antropólogo Renato da Silva Queiroz, a cultura brasileira é permeada por uma ambiguidade ética em que termos como "honesto", "corrupto", "esperto", "otário", "malandro" e "mané" se misturam num confuso caldeirão moral. Esse caráter peculiar de nossa sociedade exige-nos alguns questionamentos: o que levou a cultura brasileira a essa ambiguidade moral? O que fez que nossa sociedade cultivasse certa glorificação da malandragem? E mais: será que essa exaltação do tipo "malandro" tem sido proveitosa para o Brasil? Ela tem contribuído para o engrandecimento de nossa cultura ou para sua degeneração?
No final do século XIX, o filósofo Friedrich Nietzsche se propõe a realizar uma crítica dos valores morais e, com isso, inaugura o seu procedimento genealógico. Rompendo com a tradição metafísico-religiosa que considera os valores como sendo eternos, universais e imutáveis, o pensador alemão passa a pensá-los por um viés histórico. Ou seja, no entender de Nietzsche, os juízos de valor, antes concebidos como absolutos, teriam sido, na verdade, criados numa determinada época e a partir de uma cultura específica. Tomando como ponto de partida essa perspectiva, o pensador alemão enxergou a necessidade de realizar um exame acerca das condições históricas por meio das quais os valores foram engendrados. E coloca as seguintes questões: de que forma esses paradigmas morais teriam sido gerados? Por quais povos e em que época? Em que condições se desenvolveram e se modificaram? Para efetivar essa investigação, Nietzsche põe a seu serviço os recursos da História, da Filologia, e da Fisiologia. Apesar disso, ao recorrer a essas disciplinas, o filósofo não assume o papel de um cientista positivista, que busca fatos históricos, fisiológicos ou antropológicos. Nietzsche está longe de ser um pensador, que se pretende isento e "objetivo". Para ele, a investigação genealógica já é um procedimento que se realiza a partir de uma determinada perspectiva valorativa. Sua análise deve ser entendida como uma hipótese interpretativa que tem como pano de fundo o referencial das ciências, mas não como um método científico que se embasa em fatos.
Essa exaltação do tipo "malandro" tem sido proveitosa para o Brasil? Ela tem contribuído para engrandecer nossa cultura ou para degenerá-la?
A DIALÉTICA DA MALANDRAGEM
Em 1970, o crítico literário Antônio Candido publicou Dialética da malandragem, uma referência obrigatória para qualquer estudo filosófico que aborde o tema da malandragem brasileira. O trabalho, um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias - romance publicado em 1854 por manuel Antônio de Almeida (1831-1861) -, toma o personagem principal do livro, Leonardo Pataca Filho, como o primeiro malandro da literatura brasileira. mostrando que Leonardo transita, cotidianamente, entre a ordem estabelecida e as condutas transgressivas, Cândido afirma que esse romance, já no século XiX, retrata - retrospectivamente - a ambiguidade ética da sociedade brasileira, na época de Dom joão Vi. A desarmonia entre as instituições ético-legais e as práticas sociais efetivas não seria novidade: "Há um traço saboroso que funde no terreno do símbolo essas confusões de hemisférios e esta subversão final de valores. (...) É burla e é sério, porque a sociedade que formiga nasMemórias é sugestiva. (...) manifesta (...) o jogo dialético da ordem e da desordem". (A título de curiosidade, é bom lembrar que, em 1946, época em que a difamação de Nietzsche estava em seu apogeu, o mesmo Antônio Cândido publicou o ensaio O Portador, um dos primeiros textos a apontar a necessidade de se recuperar o pensa-mento nietzschiano).
http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/37/artigo144493-1.asp

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Cultura brasileira - 10 - A cultura literária



O aluno brasileiro não entende o que lê
O aluno brasileiro não compreende o que lê. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) submeteu estudantes de 15 anos a uma prova de capacidade de leitura e chegou a essa conclusão. Com média de 396 pontos, numa escala que pode ultrapassar 626, os alunos brasileiros foram classificados no nível 1, o mais elementar. Ou seja, são considerados praticamente analfabetos funcionais, capazes de identificar letras, palavras e frases, mas não de compreender o sentido do que lêem.
Entre 32 países submetidos ao teste, o Brasil ficou em último lugar. Em penúltimo, o México. A prova foi aplicada no ano passado, envolvendo ao todo 265 mil estudantes de escolas públicas e privadas. No Brasil, participaram 4,8 mil alunos de 7.ª e 8.ª série do ensino fundamental e do 1.º e 2.º ano do ensino médio. O objetivo foi verificar o preparo escolar de adolescentes de 15 anos, tendo em vista os desafios que terão pela frente na vida adulta. Os estudantes brasileiros têm a tendência de responder pelo que acham e não pelo que efetivamente está escrito.
"A escola brasileira tem que ensinar o aluno a ler", disse o ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Ele atribuiu o mau desempenho ao atraso escolar, ou seja, ao fato de metade dos alunos de 15 anos submetidos à avaliação freqüentar a 7.ª ou a 8.ª série - quando, pela idade, já deveria ter concluído o ensino fundamental e estar cursando o 1.º ano do ensino médio. A outra razão é a falta de atualização das bibliotecas brasileiras, parecem verdadeiros túmulos. Não há computadores, os livros estão defasados e não há nada que prenda a atenção de uma criança ou adolescente.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Cultura Brasileira - aula 9 - O consumo cultural


Experiência cultural e construção da pessoa? 

qual é a importância da experiência cultural na construção da pessoa
Melhor resposta
A cultura de uma sociedade ,pode ser considerada os hábitos , conhecimentos, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes que esta sociedade cultiva e passa para seus indivíduos de geração em geração.Sendo assim,até o amadurecimento ,todo individuo vai agir na sociedade conforme a cultura que herdou .Após o amadurecimento ,um individuo tem uma visão mais critica das coisas ,sabendo distinguir o que convém cultivar ou não em seu comportamento e no modo de pensar.Então ,experiência cultural molda o caráter de um individuo ,mas cabe a este individuo filtrar os elementos da cultura que herdou ,fazendo assim uma distinção entre os elementos bons e maus ,superficiais e fundamentais de sua cultura .https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20110403085001AAobkaf

Para os brasileiros, a experiência na igreja é um patrimônio cultural imaterial.

No período entre novembro de 2012 a novembro de 2013, foi perguntado aos entrevistados que tipos de atividades culturais foram realizadas do momento em que estavam sendo questionados até um ano antes. Os resultados mostraram que menos da metade dos consultados praticou alguma ação relacionada à cultura. O estudo foi realizado em 75 cidades das cinco regiões do país e apoiado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. Foram consultadas 1620 pessoas, entre 16 e 75 anos de idade, das classes A, B, C e D.

Por exemplo, quando perguntados sobre as práticas culturais realizadas fora de casa no último um ano, menos da metade dos 1.620 entrevistados pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), em 74 municípios das cinco regiões do país, respondeu ter feito alguma.
Em geral, é na região Sudeste onde se verifica maior interesse por práticas culturais. O Nordeste e Centro-Oeste aparecem logo em seguida. “Verificamos que o consumidor do Nordeste é o que mais valoriza a opinião de críticos bem como dá mais importância para o local em que a atividade acontece”, informa Gisele Jordão, que dividiu a autoria da pesquisa com Renata Allucci.
culturaGisele aponta a cultura e o conhecimento como ferramentas fundamentais no processo de posicionamento dos indivíduos frente ao mundo, na superação de dificuldades, conquista de bem estar e boa convivência social. “Em síntese, podemos afirmar, segundo os resultados obtidos, que o praticante cultural tende a ser um indivíduo mais equilibrado entre perspectivas individuais e coletivas”.
Entre os que disseram ter saído de casa para alguma atividade cultural, a maioria (42%) relacionou a prática religiosa. “Constatamos que a religião tem grande importância na formação de sentido para o brasileiro. Num certo ponto de vista, podemos dizer que ela ocupa boa parte das práticas sociais da população”, indica Gisele.
Interessante foi notar a perplexidade com que jornalistas em diversos meios de comunicação, transmitiram a notícia. Alguns acharam um absurso considerar a frequência em igrejas como um meio de promoção cultural.
Talvez eles não saibam que muitos jovens encontram um meio adequado para iniciação musical. Outros adolescentes podem optar pela dança como meio de adoração.
A segunda atividade mais citada foi ir ao cinema (38%), seguida por ir a restaurantes (34%), passear ao ar livre/no parque (30%) e viajar (25%). Em sexto lugar aparece ir a show popular (20%), em 11º teatro e em 14º frequentar museus e galerias (4%).
De pai para filho - A pesquisa constatou forte e decisiva influência familiar nos praticantes de cultura, sendo o inverso também verdadeiro. Ou seja, quanto mais incentivo ou exemplo familiar se tem, infinitamente maiores as chances de hábitos com a cultura.
Para o grupo identificado como “não-consumidores” (42%), que tem maior incidência de pessoas acima de 55 anos, com pais que tiveram baixa escolaridade – não tiveram estímulo dos pais para a práticas das atividades culturais porque esses não tinham hábito de praticá-las -, a religião supre a necessidade e o desejo de inclusão na sociedade. Esse grupo também se caracteriza por ter filhos com mais de 18 anos. Assistir programas de TV e ouvir rádio são as outras atividades que mais gostam e fazem.
Em outro grupo, denominado “praticante cultural” (10%), é onde aparece a maior incidência de pessoas que afirmam que os pais realizavam várias atividades, e muitas vezes estimulando diretamente seus filhos, como ler livros, revistas ou jornais, ir a shows, cinema, festas populares, teatro, museu e viajar, entre outras atividades. Eles possuem internet, TV por assinatura, celular, tablet e computador para uso próprio.
Outra conclusão do estudo foi que, quanto maior a proximidade dos indivíduos com práticas culturais, maior o interesse em ampliar seus conhecimentos por meio de novas atividades culturais. Ou seja, quanto mais consomem, mais ecléticos se tornam.
 http://institutoparacleto.org/2014/10/10/para-os-brasileiros-a-experiencia-na-igreja-e-um-patrimonio-cultural-imaterial/