Sociedade, Tecnologia e Inovação
Atividade de Portfólio / aulas 5 e 6
Assista ao vídeo base 1 - How schools kill creativity - TED*
Depois que assistir ao vídeo responda:
Por que os alunos perdem a capacidade criativa nas escolas, e como podemos mudar essa tendência?
Reflita sobre suas próprias experiências, faça entrevistas com os membros de sua comunidade (professores, outros profissionais, etc), e faça uma pesquisa na Internet. Escreva uma reflexão (500 palavras) que deve compor o Porfólio da disciplina.
Por que os alunos perdem
a capacidade criativas nas escolas ? ora, é porque o papel das escolas é esse
mesmo.
Nesse mesmo curso, na
disciplina de História da Educação, nas aulas 4 e 5, eu aprendi que uma das
funções da escola é criar uma mão de obra homogênea para trabalhar na indústria.
E que foi por isso que ela tornou-se obrigatória e universal. Segundo
a professora, o surgimento da industrialização e o crescimento das cidades
exigiam uma população de trabalhadores e cidadãos ‘homogêneos’ que pudessem ser
tratados de forma massificada e que essa padronização traria o ‘bem estar’
social. Pessoas inquietas e criativas são mais difíceis de tratar nessas
circunstancias.
Eu imagino que os
educadores dos séculos 18 e 19 tinham que nivelar ao mesmo padrão os filhos dos
índios (com tradição de vida em liberdade), os filhos dos negros (com tradição
de exilio forçado e escravidão), os filhos dos brancos (de família estabelecida
no Brasil a muito tempo) e os filhos dos imigrantes (famílias de fugiram de
guerras e perseguições religiosas). Devia ser uma árdua tarefa. Certamente uma
classe com alunos tão diversificados seria muito interessante para quem
pretendesse estimular a criatividade, mas não era o interesse vigente na época.
Tive em meus primeiros
anos de escola contato com professores e metodologia que despertaram em mim
grande curiosidade e incentivaram minha pró-atividade e criatividade. Nos anos
que se seguiram (temos que considerar que eram anos 70 em plena ditadura
militar) eu era frequentemente punida por fazer questionamentos e propor formas
diferentes de realizar as tarefas e de se relacionar com a escola.
Fui bancária por 10
anos... Taí uma profissão que não incentiva a criatividade, pelo contrário,
qualquer tentativa de inovação é tratada como procedimento ‘não previsto nas
normas de segurança da empresa’. Nos últimos anos vi muitos bancários de
sucesso se aposentar no auge da carreira com a ilusão de que repetiriam o
sucesso em sua nova atividade de empresário, e se decepcionarem completamente. A
explicação que tenho para esses fracassos fora do ambiente corporativo bancário
(que é extremamente normatizado) é que, para obter sucesso, o empreendedor
necessita estar sempre criando alternativas de solução para problemas que vão
se renovando. E esses profissionais passaram seus últimos 25/30 anos de
trabalho aprendendo a cumprir normas sem questionar nem inventar.
Como mudar essa tendência?
Logicamente que não existe uma resposta certa, mas a solução virá da mescla de
diversas propostas cada uma delas apropriada para ambientes específicos. A
alternativa que servirá para o estudante brasileiro certamente será diferente
da alternativa que servirá para o estudante europeu ou africano.
Ao propor a nova
concepção da Ecologia Humana eu imagino que essa reforma tem que iniciar
banindo a influencia da TV no ambiente familiar. Hoje as pessoas quando estão
em casa mantém a TV ligada e ficam recebendo aquela informação passivamente e
deixam de conversar, debater, ler livros, etc. Não há criatividade que resista
a isso. E a TV no quarto então! Dormir com a TV ligada é se entregar à
dominação de mídia até em sonho.
Outra forma de mudar essa
tendência seria a convivência em um ambiente menos normatizado, que permitisse
a ocorrência que situações problema diversos e a busca sempre inovadora pela
solução dos mesmos.
Até mesmo ampliar a
possibilidade do estudante não frequentar as escolas tradicionais e buscar
novas formas de educação e desenvolvimento cultural e social personalizados.
Sobre a perda da
capacidade criativa na escola nós sabemos porque ocorre, mas como mudar essa
tendência é um desafio da nossa geração.