sábado, 31 de outubro de 2015

Processos de Avaliação - semana 3

Aula 5. Tipos e funções da avaliação de aprendizagem

A professora Adriana começou a aula nos apresentando o que se refere à avaliação na Lei de Diretrizes e Bases de 1996, que são: avaliação  do aproveitamento e apuração da assiduidade, princípios da avaliação do rendimento escolar (que deve ser contínua e cumulativa do desempenho do aluno, e que tenha prevalência dos aspectos qualitativos), e também que seja diagnóstica, processual e formativa.
Na prática, porém, os tipos de avaliação que ela nos apresentou podem ser classificados como: por propósito, por momento de aplicação e por referencial de análise (que pode ser normativa ou criteriada). Entre essas são encontrados os tipos de avaliação elencados abaixo:
  • Avaliação somativa: é a que busca classificar, comparar desempenho, selecionar. Dá ênfase no resultado. É o caso das avaliações de concurso público, que objetivam classificar os concorrentes.
  • Avaliação Formativa: Avalia o que foi ensinado. Os resultados dizem muito tanto do professor e seu processo de ensino quanto do aluno, e deve incluir também a autoavaliação do educando.
  • Avaliação Diagnóstica:  Usada para entender os processos de pensamento (o que eles já sabem ou se interessam). Serve para auxiliar o professor no planejamento dos objetivos de trabalho.
  • Avaliação Acumulativa: É o caso do Enem ou Provão, avalia o que foi aprendido ao final de um longo período.
  • Avaliação Processual: ocorre ao longo de todo o processo de ensino e deve utilizar variados instrumentos de avaliação.
Finalmente nos desafia a entender a importância de ‘o que avaliar’, fala sobre a possibilidade de avaliar com ou sem objetivos definidos. Mas principalmente, diz que as avaliações devem ser condizentes com o trabalho realizado.

Aula 6. Práticas de avaliação: instrumentos

Primeiramente ela nos lembra que os processos avaliativos tem sua importância no impacto que provocam na vida e no cotidiano dos alunos. Por isso precisam ser criteriosamente selecionados e planejados.
Planejamento da avaliação
  1. Definir o que avaliar.
  2. Analisar quais informações basearão o julgamento.
  3. Escolher os indicadores observáveis.
  4. Definir quais os parâmetros esperados para cada indicador.
  5. Compartilhar os crtérios com os avaliados.
Sobre instrumentos avaliativos foram elencados vários:
  • Pautas de observação
    • referem-se à coleta e organização de informações que são feitas no decorrer do processo de ensino-aprendizagem.
    • Devem ser organizados em formulários que permitam a análise objetiva.
  • Portifólios
    • São diferentes tipos de documentos que possibilitam a apresentação do progresso na aprendizagem e demonstre o esforço realizado para buscar o objetivo da atividade.
    • Fortalece a autoavaliação, desenvolve a capacidade reflexiva, ressignifica a aprendizagem e permite a avaliação contínua.
    • Não funciona bem em classes numerosas.
    • Exige habilidades para comunicação escrita e expressão.

  • Prova
    • a mais popular, tem a vantagem de permitir a análise conjunta dos resultados para observar tendências e reflexos do trabalho realizado
    • Múltipla escolha - difícil de construir mas tem a vantagem que objetivar a análise e interpretações.
    • Discursiva - a correção é mais demorada e a análise requer a construção de um critério objetivo.
    • Dicas para o preparo de uma boa prova
      • clareza da intencionalidade
      • manter coerência com os conteúdos estudados (evitar pegadinhas)
      • adequação ao nível dos alunos
      • distribuição entre fáceis, médias e difíceis
      • contextualizar a questão, provocar raciocínio
      • planejamento antecipado para depurá-las
      • atenção ao tamanho e linguagem
      • evitar perguntas genéricas

Para além da nota
  • o aluno está aprendendo ou é o professor que está falhando?
  • É o caso de rever a matéria dada ou podemos continuar avançando ?
  • os materiais didáticos estão auxiliando?

Reflexão:

Sobre as provocações da professora:
  1. Me lembro de uma prática avaliativa que, embora eu me lembre com muito carinho, foi abandonada. É a de ‘premiar’ com balinhas e bombons os alunos que participassem ativamente e positivamente. Nunca mais vi, acredito que tenha tido algum motivo para ser banida.
  2. A professora não falou em nenhum momento sobre a relação que a avaliação tem com a motivação dos alunos, talvez apareça o assunto nas próximas aulas, mas eu gosto muito do método do Kumon que só aprova o aluno quanto ele tem a nota máxima, sendo assim ele sempre está estudando um assunto que domina 100% antes de passar para outro mais complexo. Acho bastante estumulante, é muito eficiente. Além de educar o aluno para a excelência.
  3. Sobre os portifólios, pela definição apresentada, eu me lembrei das ‘pastinhas com os trabalhinhos’ que eu recebia no dia da reunião de pais e mestres da escola do meu filho. Curioso que eu guardo carinhosamente esses porrifólios até hoje. E, pensando bem, ele tem mesmo essa característica que refletir o ‘momento acadêmico’ que os alunos estão passando. E essa coisa de guardar os ‘trabalhinhos’ dos filhos é muito forte, até meu pai encontrou na internet meu portifólio do 1º semestre e publicou no face dele!   kkkkkkk  Era sobre o Nhô Bentico!

Nenhum comentário:

Postar um comentário