sábado, 31 de outubro de 2015

Biologia - semana 3


Aula 9. Histórico da classificação Biológica
Iniciamos a aula com aspectos sobre a importância de classificar a Biodiversidade. São apresentadas, de forma introdutória, algumas pinceladas históricas sobre o desenvolvimento dos sistemas de classificação, passando pelas ideias e principais contribuições de grandes estudiosos da área: Aristóteles, Lineu, Haeckel, Whittaker, Woese e Baldauf.
Essa história começa 400 a.c. com Aristóteles explicando a Dicotomia Planta e Animal. Na Idade Moderna foi inventado o microscópio de luz que permitiu o estudo de seres vivos indisíveis a olho nú. Lineu, no séc 17, criou o método binomial e um sistema de classificação por níveis hierárquicos. No séc. 19 Darwin introduz o pensamento evolucionista e cria a árvore da vida. Essa analogia de árvore foi adotada pelos biólogos e até hoje as representações são inspiradas nela. A Dicotomia é superada em 1858, quando Owen propopõe o Reino de Protozoa. Haeckel mantém a proposta de 3 reinos mas substitui Protozoa por Protista. Em 1969 Whittaker apresenta sua teoria de 5 Reinos, mas com a descoberta de DNA, RNA e Proteínas, muitas outras propostas são apresentadas. Atualmente prevalece a conciliação de idéias entre Lynn Margulis (5 reinos baseados na Endossimbiose) e Woese (3 domínios baseados em filogenia molecular).
Aula 10. Principios de sistemática filogenética

A aula foca a sistemática filogenética. Destacam-se os processos evolutivos de anagênese e cladogênese. Discutimos ainda a determinação de condições ancestrais (plesiomosfia) e devivadas (apomorfia), bem como validação de grupos. A aula é finalizada com um exemplo detalhado de construção de cladograma simples.
A Profa. Sônia nos ensina que a filogenia é o estudo da evolução das espécies.Willi Henning criou a Sistemática Filogenética ou Cladistica que estuda a evolução basicamente através de 2 processos: Anagênese: ocorre quando o caráter surge ou se modifica desencadeando uma novidade evolutiva; e Cladogênese: quando há uma ruptura da coesão da população, gerando duas ou mais que não se comunicam. A seguir nos ensina a compreender um cladograma.
Aula 11. Evolução dos eucariontes amebozoa e rhizaria

A aula aborda a evolução das células procariontes e eucariontes, abordando a hipótese da endossinbiose. Passa-se a uma introdução à diversidade dos eucariontes, abordando os grupos Amebozoa e Rhizaria.
Ao estudar a Endossibiose Primária, biólogos do século XXI, analisam os eventos de transferência lateral e a origem das mitocôndrias. Conhecemos as amebas, amebozoas e Mixogastria. A Rhizaria é o mais recente grupo reconhecido, inclui os Foraminíferos (que vivem em ambiente marinho e são bioindicadores de petróleo), a Radiolaria (que tem esqueleto em sílica) e os Heliozoários (que são esféricos).
Aula 12. Alveolados
A hipótese da endossinbiose é abordada mais profundamente, explorando-se o evento primário e secundário. Aborda-se, assim, a arigem das mitocôndrias e dos diferentes tipos de cloroplastos. Passa-se a uma introdução à diversidade de diferentes linhagens de Alveolados.
Entre os Alveolados, estudamos os Cloroplastos, os Dinoflagelados, os Plasmodium e os Ciliados.
Destaque para a Apicomplexa, parasita humano responsável pela Malária. São estruturas encontradas nas células, normalmente na extremidade anterior mas que penetram na célula hospedeira, principalmente quando está em processos infectivos.
Reflexão:  
Achei muita matéria para quem não está familiarizado com o assunto. Mas gostei do estudo tema do exercício 2.



Caracteres
Listar os caracteres
Estados
Listar os estados de cada carácter
Polarização
Polarizar os caracteres
orelhas
grandes
plesiomórfico - 0
pequenas
apomórfico - 1
nariz
fino
plesiomórfico - 0
largo
apomórfico - 1
presas
invisível
plesiomórfico - 0
visível
apomórfico - 1
bigodes
invisível
plesiomórfico - 0
visível
apomórfico - 1


Matriz de Caracteres

Fazer uma matriz de caracteres

Caráter
Grupo externo
Grupo B
Grupo C
Grupo D
Grupo E
1 - orelha
0
1
1
1
1
2 - nariz
0
1
1
1
0
3 - presa
0
0
1
1
0
4 - bigode
0
0
1
0
0

Cladograma

Construir o cladograma correspondente a essa matriz. Não se esqueça de indicar as apomorfias no cladograma

Cladograma.jpg

Exercício 2

Discorra brevemente sobre o tema “Importância do uso da sistemática filogenética no Ensino Básico”.

Antes de falar de sua importância, cabe aqui a análise de sua definição. Segundo Mazzarolo (2005, p.4): “A Escola sistemática Filogenética, fornece um método objetivo para a reconstrução da história evolutiva dos grupos (relação ancestral - descendente) através de uma análise diferenciada doas características do grupo em estudo”.
Penso que a importância do uso dessa sistemática, também conhecida por Cladismo, no ensino básico se dá porque ela busca refletir sobre todo o processo evolutivo inferindo relações de parentesco da forma mais objetiva possível. Está diretamente relacionada com o estudo de um dos temas mais pesquisados nas Ciências Biológicas, que é a Biodiversidade.

Referencia Bibliográfica
MAZZAROLO, L.A., 2005, Conceitos Básicos de Sistemática Filogenética, UENF. Disponível em: <http://uenf.br/pos-graduacao/gmp/files/2013/05/Mazzarolo_Apostila.pdf>. Acesso em: 31/10/2015.

LOVO, J., Construindo um Cladograma, USP. Disponível em: <http://eaulas.usp.br/portal/video.action;jsessionid=36686BA74282D26F5D282BE9DA9F987F?idItem=4597&idVideoVersion=4912>. Acesso em: 31/10/2015.


Processos de Avaliação - semana 3

Aula 5. Tipos e funções da avaliação de aprendizagem

A professora Adriana começou a aula nos apresentando o que se refere à avaliação na Lei de Diretrizes e Bases de 1996, que são: avaliação  do aproveitamento e apuração da assiduidade, princípios da avaliação do rendimento escolar (que deve ser contínua e cumulativa do desempenho do aluno, e que tenha prevalência dos aspectos qualitativos), e também que seja diagnóstica, processual e formativa.
Na prática, porém, os tipos de avaliação que ela nos apresentou podem ser classificados como: por propósito, por momento de aplicação e por referencial de análise (que pode ser normativa ou criteriada). Entre essas são encontrados os tipos de avaliação elencados abaixo:
  • Avaliação somativa: é a que busca classificar, comparar desempenho, selecionar. Dá ênfase no resultado. É o caso das avaliações de concurso público, que objetivam classificar os concorrentes.
  • Avaliação Formativa: Avalia o que foi ensinado. Os resultados dizem muito tanto do professor e seu processo de ensino quanto do aluno, e deve incluir também a autoavaliação do educando.
  • Avaliação Diagnóstica:  Usada para entender os processos de pensamento (o que eles já sabem ou se interessam). Serve para auxiliar o professor no planejamento dos objetivos de trabalho.
  • Avaliação Acumulativa: É o caso do Enem ou Provão, avalia o que foi aprendido ao final de um longo período.
  • Avaliação Processual: ocorre ao longo de todo o processo de ensino e deve utilizar variados instrumentos de avaliação.
Finalmente nos desafia a entender a importância de ‘o que avaliar’, fala sobre a possibilidade de avaliar com ou sem objetivos definidos. Mas principalmente, diz que as avaliações devem ser condizentes com o trabalho realizado.

Aula 6. Práticas de avaliação: instrumentos

Primeiramente ela nos lembra que os processos avaliativos tem sua importância no impacto que provocam na vida e no cotidiano dos alunos. Por isso precisam ser criteriosamente selecionados e planejados.
Planejamento da avaliação
  1. Definir o que avaliar.
  2. Analisar quais informações basearão o julgamento.
  3. Escolher os indicadores observáveis.
  4. Definir quais os parâmetros esperados para cada indicador.
  5. Compartilhar os crtérios com os avaliados.
Sobre instrumentos avaliativos foram elencados vários:
  • Pautas de observação
    • referem-se à coleta e organização de informações que são feitas no decorrer do processo de ensino-aprendizagem.
    • Devem ser organizados em formulários que permitam a análise objetiva.
  • Portifólios
    • São diferentes tipos de documentos que possibilitam a apresentação do progresso na aprendizagem e demonstre o esforço realizado para buscar o objetivo da atividade.
    • Fortalece a autoavaliação, desenvolve a capacidade reflexiva, ressignifica a aprendizagem e permite a avaliação contínua.
    • Não funciona bem em classes numerosas.
    • Exige habilidades para comunicação escrita e expressão.

  • Prova
    • a mais popular, tem a vantagem de permitir a análise conjunta dos resultados para observar tendências e reflexos do trabalho realizado
    • Múltipla escolha - difícil de construir mas tem a vantagem que objetivar a análise e interpretações.
    • Discursiva - a correção é mais demorada e a análise requer a construção de um critério objetivo.
    • Dicas para o preparo de uma boa prova
      • clareza da intencionalidade
      • manter coerência com os conteúdos estudados (evitar pegadinhas)
      • adequação ao nível dos alunos
      • distribuição entre fáceis, médias e difíceis
      • contextualizar a questão, provocar raciocínio
      • planejamento antecipado para depurá-las
      • atenção ao tamanho e linguagem
      • evitar perguntas genéricas

Para além da nota
  • o aluno está aprendendo ou é o professor que está falhando?
  • É o caso de rever a matéria dada ou podemos continuar avançando ?
  • os materiais didáticos estão auxiliando?

Reflexão:

Sobre as provocações da professora:
  1. Me lembro de uma prática avaliativa que, embora eu me lembre com muito carinho, foi abandonada. É a de ‘premiar’ com balinhas e bombons os alunos que participassem ativamente e positivamente. Nunca mais vi, acredito que tenha tido algum motivo para ser banida.
  2. A professora não falou em nenhum momento sobre a relação que a avaliação tem com a motivação dos alunos, talvez apareça o assunto nas próximas aulas, mas eu gosto muito do método do Kumon que só aprova o aluno quanto ele tem a nota máxima, sendo assim ele sempre está estudando um assunto que domina 100% antes de passar para outro mais complexo. Acho bastante estumulante, é muito eficiente. Além de educar o aluno para a excelência.
  3. Sobre os portifólios, pela definição apresentada, eu me lembrei das ‘pastinhas com os trabalhinhos’ que eu recebia no dia da reunião de pais e mestres da escola do meu filho. Curioso que eu guardo carinhosamente esses porrifólios até hoje. E, pensando bem, ele tem mesmo essa característica que refletir o ‘momento acadêmico’ que os alunos estão passando. E essa coisa de guardar os ‘trabalhinhos’ dos filhos é muito forte, até meu pai encontrou na internet meu portifólio do 1º semestre e publicou no face dele!   kkkkkkk  Era sobre o Nhô Bentico!